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A FNL aponta à luta como solução para o Brasil

Há disposição e luta popular comprovadas no Brasil, como se verificou, nesta segunda-feira, 2 de março, logo após o carnaval, com as ações da FNL, por meio de manifestações públicas, fechamento de rodovias e ocupação de terras, rurais e urbanas, em diversas partes do país.

A FNL realizou a abertura da Jornada Nacional de Lutas por Terra, Trabalho, Moradia e Liberdade, mostrando uma disposição necessária e fundamental no atual momento nacional.

Durante as manifestações desta segunda-feira, pode se comprovar o apoio e solidariedade da classe trabalhadora a quem está em luta, organizando o combate para derrotar a política de desmonte em curso aplicada pelo governo fascista de Bolsonaro. Em todos os locais, de São Paulo ao nordeste, como em Alagoas ou em Brasília, as manifestações receberam demonstrações de apoio e carinho por parte dos populares.

A Jornada Nacional de Luta Terra, Trabalho, Moradia e Liberdade realizou as seguintes ações:

Brasília.

Concentração no prédio central do INCRA, com a presença de centenas de acampados, estudantes e trabalhadores que manifestaram o repúdio ao desmonte do órgão fundiário, dirigido e comandado de acordo com os interesses dos latifundiários e que tem enfrentando um cruel desmonte, além da extinção de inúmeros programas de reforma agrária, de política para a agricultura familiar, de alfabetização e educação de jovens e adultos assentados e acampados, ataques aos povos indígenas e quilombolas.

Após o ato no INCRA, homens, mulheres e crianças se dirigiram em passeata, pela Esplanada dos Ministérios, com uma parada rápida no Ministério do Meio Ambiente, onde se realizou discursos denunciando os crimes ambientais praticados pelo próprio governo, que tem provocado a maior devastação da Amazônia de todos os tempos.

Parou-se, a seguir, no Ministério da Agricultura, onde foi protocolado um ofício da FNL, em que se denuncia todo o desmonte do INCRA e de suas políticas para a reforma agrária, a violência contra os trabalhadores, a devastação da Amazônia e se solicitou uma audiência com a ministra Teresa Cristina, a fim de discutir a situação no campo brasileiro. O ato contou com a presença do deputado do PSOL, Fábio Felix.

São Paulo

O dia amanheceu em Sorocaba com a rodovia Raposo Tavares fechada pelos manifestantes, os quais apresentaram as bandeiras de lutas para os motoristas e transeuntes, conseguindo apoio da população para a ação realizada. Centenas de trabalhadores participaram da ação.

Também foram realizadas ocupação de terras em Guararema e Castilho, com centenas de famílias realizando acampamentos para mostrar o descaso com a função social da terra, seja nas áreas rurais ou urbanas, enquanto milhões de famílias, em todo o Brasil, não tem um pedaço de terra para plantar ou uma casa para morar.

Alagoas

A FNL ocupou, logo ao amanhecer, a sede do Instituto de Previdência do Município de Maceió, denunciou o crime que representou a reforma da previdência do governo de traição nacional. A maioria dos ocupantes foi formada por mulheres.

No interior, a FNL interditou duas rodovias federais. Exigiu do governador Renan Filho (MDB) a resolução do impasse que envolve as terras das Usinas Laginha e Guaxuma, que fazem parte da massa falida da Laginha Agroindustrial, do ex-usineiro João Lyra. Os trechos das rodovias federais, entre União dos Palmares e Teotônio Vilela, foram totalmente interditados nos dois sentidos da pista até meio dia, quando as pistas foram liberadas. O Iteral – Instituto de Terras de Alagoas agendou uma reunião com a FNL para o próximo dia 6 de março.

Mato Grosso do Sul

Dezenas de manifestantes se mobilizaram em frente ao Ministério Público Federal na cidade de Dourados, exigindo que o órgão se posicione sobre o cumprimento da Constituição Federal acerca da reforma agrária.

Outros estados

Ocorreram ainda manifestações no Amapá, Pará e Rio Grande do Norte. Ao longo da semana em outros lugares ocorrerão manifestações dentro da Jornada Nacional de Luta por Terra, trabalho, moradia e liberdade.

O exemplo da luta une o povo

A FNL reafirma seu compromisso de continuar a luta com mobilizações e ocupações de latifúndios, na luta pela moradia, pela reforma urbana, por trabalho para todos e a liberdade, como princípio da vida. O homem nasceu para ser livre.

O compromisso é com a luta de classe na construção do socialismo, aponta como necessária a unidade com todas as forças políticas que tem compromisso com as mudanças de transformação na sociedade, forjando uma frente capaz de unir, organizar e mobilizar milhões e milhões de brasileiros.

A FNL, em sua ação, mostrou que somente a luta poderá forjar a unidade, consciência e organização necessária para colocar abaixo este governo fascista, retomar as políticas de assentamento, apoio a agricultura familiar, moradias populares, combate ao desemprego e o respeito às liberdades individuais e coletivas, dando um basta a onda de violência e intolerância propagadas pelo capitão miliciano e seus seguidores. A unidade para a luta se dará com mobilização e organização permanente.

TERRA, TRABALHO, MORADIA E LIBERDADE.

Frente Nacional de Luta Campo e Cidade – FNL

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FNL FAZ AÇÕES SIMULTÂNEAS EM TODO O PAÍS POR TERRA, TRABALHO, MORADIA E LIBERDADE! FORA BOLSONARO!

Nota à imprensa

A Frente Nacional de Luta Campo e Cidade – FNL encontra-se mobilizada em 10 estados brasileiros no dia de hoje, 2 de março, em sua jornada de luta conhecida como o CARNAVAL VERMELHO. Defende as bandeiras de TERRA, TRABALHO, MORADIA e LIBERDADE.

Ações da FNL confirmadas:

Minas Gerais – fechamento de rodovias;

Brasília – mobilização em frente ao Incra nacional e marcha pela Esplanada dos Ministérios;

São Paulo – três ocupações de terras em Castilho, Araçatuba e Rancharia. Trancamento de estrada em Bauru e Cerqueira César;

Mato Grosso do Sul – Ação no Ministério Público, em Dourados;

Mato Grosso – ocupação de terra em Tangará da Serra e trancamento de estrada;

Sergipe – ocupação de terra urbana;

Alagoas – ocupação urbana em Maceió, ocupação de terra em Muricy e dois trancamentos de estradas;

Rio Grande do Norte – trancamento de estrada;

Amapá – ação em frente ao Ministério Público do Amapá e ocupação de terra;

Bahia – ação na Secretaria de Assuntos Hídricos do Estado e no Incra.

A jornada é uma ação pelo descaso do governo Bolsonaro com a reforma agrária e a perseguição aos indígenas, quilombolas e os trabalhadores sem terra . A mobilização busca despertar os milhões de trabalhadores no campo e na cidade que se encontram imobilizados frente as ações de perseguição do governo fascista de Bolsonaro, que ameaça a liberdade de imprensa, fechar o Congresso Nacional, bem como o Poder Judiciário. O governo reacionário e fascista prepara o golpe de estado no Brasil.

A FNL conclama toda sociedade a se solidarizar com nossa luta e a se despertar e vir para a rua construir um novo amanhecer.

Sem a mobilização, sem o povo na rua nunca haverá mudança e muito menos construiremos um Brasil livre.

Temos o compromisso com a democracia e não podemos aceitar entregar o patrimônio do Brasil de graça ao imperialismo americano.

Por terra, trabalho, moradia e liberdade.

Brasília, 2 de março de 2020

José Rainha

Frente Nacional de Luta Campo e Cidade – FNL

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FNL inicia Jornada Nacional de Lutas por terra, trabalho, moradia e liberdade.

Amanhã, 2 de março, segunda feira, a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade iniciará a Jornada Nacional de Lutas.

As atividades serão realizadas em mais de dez estados brasileiros, reunirá trabalhadores e trabalhadoras urbanos e rurais em atos públicos, fechamentos de rodovias, missas, cultos e manifestações contra o desmonte das políticas sociais em curso pelo governo contra o povo e o Brasil.

A jornada de lutas da FNL tem como principais bandeiras a defesa da reforma agrária, do direito ao trabalho, a moradia e a garantia das liberdades, como asseguradas pela Constituição Federal.

A Jornada Nacional de Lutas, além da defesa da reforma agrária, das terras dos indígena e quilombolas, também é contra o governo fascista de Bolsonaro, que promove o maior desmatamento da Amazônia na história nacional, faz o desmonte das empresas nacionais, entregando de graça o patrimônio brasileiro ao imperialismo americano.

A FNL tem a finalidade de construir a unidade de trabalhadores e trabalhadoras urbanos e do campo na defesa dos direitos e da efetiva dignidade humana.

Conclamamos a toda sociedade a se unir nesta luta.

Frente Nacional de Luta Campo e Cidade – FNL